Aumento salarial e segurança contra inteligência artificial garantem o retorno das produções

Fãs ao redor do mundo respiram aliviados com o término da greve dos atores de Hollywood, assegurando o futuro de filmes, sequências e séries. Durante quase quatro meses, os estúdios tiveram luz e câmera, mas faltou ação.
A corrida agora é contra o tempo para resgatar séries impactadas, como o drama médico “Grey’s Anatomy”, que optará por uma temporada mais curta para minimizar as perdas. O acordo firmado entre atores e estúdios atingiu a marca de US$ 1 bilhão, destinado a um aumento salarial de 7% e bônus por participação em séries de plataformas de streaming.
O ponto mais controverso da greve envolveu o uso de inteligência artificial nas produções. Os estúdios comprometeram-se a não criar replicas dos artistas sem pagamento ou autorização. Um exemplo notável dessa tecnologia foi o caso de Bruce Willis, conhecido por seus filmes de ação, que, mesmo aposentado por demência, vendeu sua imagem para uma empresa de Deepfake. Ele protagonizou um comercial na Rússia sem nunca ter estado no set.
Seja com ou sem a influência da inteligência artificial, os estúdios enfrentarão desafios consideráveis para reparar os prejuízos causados pela greve, que impactou a economia da Califórnia, lar de Hollywood, em cerca de US$ 30 bilhões.
Deixe um comentário