Criador de conteúdo destaca importância do debate sobre seletividade alimentar e impacto no público autista

A combinação inusitada de comida e humor levou Bomtalvão (26) ao estrelato. Produzindo vídeos para a internet desde 2015, o influenciador digital conquistou mais de 4 milhões de seguidores em uma única rede social e se tornou um dos grandes nomes da atualidade.
Seus conteúdos misturam situações do cotidiano com experimentações gastronômicas, sempre marcadas por um toque humorístico. Um de seus diferenciais é o efeito de explosão inserido nos momentos-chave dos vídeos, garantindo o entretenimento do público.
Em entrevista à CARAS Brasil, Bomtalvão revelou como encontrou no humor uma forma de trazer à tona um tema pouco discutido: o Transtorno Alimentar Seletivo, também conhecido como Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE). A condição faz com que a pessoa limite drasticamente a variedade de alimentos consumidos, sendo frequentemente confundida com “frescura”.
“É muito visto como frescura na alimentação, falam: ‘Ai, como que é fresco’. Depois que eu comecei a postar na internet sobre isso, as buscas no Google aumentaram, as pessoas buscaram informação, começaram a ser diagnosticadas porque entendiam que o que elas tinham não era frescura”, explicou.
Impacto no público autista
Vencedor do TikTok Awards de Melhor Criador de 2024, Bomtalvão passou a abordar também o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em seus vídeos, após perceber o impacto positivo de seu conteúdo. Ele relatou que Lucas, um garotinho de Praia Grande (SP) com autismo, encontrou em seus vídeos um incentivo para experimentar novos alimentos.
“Isso me deixa muito feliz, muito grato, e graças a essa minha restrição eu ganhei esse prêmio. Para mim, é surreal mesmo, eu tô muito feliz. Em relação às crianças autistas, todo mundo que está me acompanhando… é muito bonito ver que meu conteúdo atinge não só crianças, mas também adultos, adolescentes, pessoas mais velhas“, celebrou.
O influenciador destacou ainda que, por muito tempo, se sentiu sozinho devido à sua seletividade alimentar. No entanto, através dos vídeos, percebeu que muitas pessoas passam pela mesma situação.
“As barreiras foram quebradas, sabe? A gente se uniu como comunidade e é muito bonito”, concluiu.

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