Psicóloga alerta que o vínculo afetivo excessivo com bonecas realistas pode indicar problemas de saúde mental, e que há tratamento

Em meio a vídeos que viralizam nas redes sociais e a milhares de seguidores em perfis dedicados a bonecas hiper-realistas, conhecidas como bebês Reborn, a psicóloga Bruna Castoldi levanta um ponto que vai além das curtidas e comentários: o apego emocional a esses objetos pode ser um reflexo de uma carência profund e, em alguns casos, de uma dependência emocional que exige atenção clínica.
“Eu gostaria de trazer uma outra visão sobre os bebês Reborn. A gente vê muita piada, muito julgamento, muita zoação… Mas, no fundo, isso é uma questão de saúde mental”, afirma a psicóloga. Segundo ela, essas bonecas, que imitam bebês com impressionante realismo, são utilizadas por algumas pessoas como uma tentativa de preencher um vazio emocional.

Para Castoldi, o fenômeno vai além do colecionismo ou de um simples hobby. “As pessoas estão usando esses bebês como uma forma de suprir uma carência, algo que está dentro delas. Muitos estão atrás de likes, com toda certeza, mas até os likes têm um fundo de carência emocional”, analisa.
O comportamento pode parecer inofensivo à primeira vista, mas merece atenção quando se transforma em uma espécie de substituição emocional e, principalmente, quando impede a pessoa de construir vínculos reais e saudáveis. “Nós precisamos acolher com carinho essas pessoas, entender o que está por trás disso e avaliar se isso já virou uma patologia ou se é apenas um sinal de carência emocional”, explica.
A psicologia, segundo Bruna, pode ajudar e muito. “Temos tratamentos específicos, com protocolos e processos para tentar amenizar essa falta, essa carência. O mais importante é que a pessoa busque ajuda e se permita cuidar da própria saúde mental.”
O alerta da psicóloga serve como convite à empatia e ao cuidado. Em vez de risos ou julgamentos apressados, casos como esse pedem compreensão, acolhimento e, quando necessário, apoio terapêutico.
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