Profissionais denunciam falta de insumos nas UPAs e atraso de 7 meses no pagamento da insalubridade; população pode ficar sem atendimento de urgência e emergência

O cenário da saúde pública no município de Aparecida de Goiânia vive um momento crítico. Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) anunciaram que estudam realizar uma paralisação nos próximos dias, diante das condições precárias de trabalho e do não pagamento da insalubridade, direito garantido por lei aos profissionais que atuam na linha de frente da urgência e emergência.
Segundo os socorristas, há sete meses o adicional de insalubridade não é repassado, o que representa não apenas um descaso financeiro, mas também um desrespeito à natureza de risco que envolve a rotina desses trabalhadores. Além disso, unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade estariam operando com sérios problemas de abastecimento, sem insumos básicos para o atendimento à população.
“Não temos estrutura, não temos condições de trabalho, e agora nem a insalubridade estamos recebendo. Estamos exaustos e indignados. Trabalhamos salvando vidas, e não temos o mínimo de respeito”, desabafa um servidor do SAMU que preferiu não se identificar.

A possível paralisação dos atendimentos por parte do SAMU preocupa a população, que depende do serviço para casos graves e emergenciais. A ausência do suporte pode colocar em risco centenas de vidas diariamente.
“Nosso medo é: o que será da população sem o serviço do SAMU?”, questiona outro profissional, destacando que a decisão pela paralisação está sendo avaliada como último recurso após meses de tentativas frustradas de diálogo com a gestão municipal.
Até o momento, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia não se manifestou oficialmente sobre a denúncia dos servidores e o possível movimento de paralisação. A reportagem segue acompanhando o caso.
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